Tribalistas
Composição: Carlinhos Brown, Marisa Monte E Arnaldo Antunes
Eu não quero ganhar
Eu quero chegar junto
Sem perder
Eu quero um a um
Com você
No fundo não vê
Que eu só quero dar prazer
Me ensina a fazer
Canção com você
Em dois
Corpo a corpo me perder
Ganhar
Você
Muito além do tempo regulamentar
Esse jogo não vai acabar
É bom de se jogar
Nós dois
Um a um
Nós dois
Um a um
Nós dois
Um a um
"Tem horas que um homem precisa lutar e tem horas que ele precisa aceitar a derrota para o destino. O navio passou. Somente um tolo persiste, e daí? Eu sempre fui tolo mesmo?" Filme: Peixe Grande
terça-feira, maio 26, 2009
domingo, maio 24, 2009
Saudade ...
Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é a saudade. saudade do irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa. Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã. Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber. Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio. Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia. Não saber se ela ainda usa aquela saia. Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada, se ele tem assistido as aulas de inglês, se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua preferindo Malzebier, se ela continua preferindo suco, se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados, se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor, se ele continua cantando tão bem, se ela continua detestando o MC Donald's, se ele continua amando, se ela continua a chorar até nas comédias. Saudade é não saber mesmo! NÃO SABER O QUE FAZER COM OS DIAS QUE FICARAM MAIS COMPRIDOS, NÃO SABER COMO ENCONTRAR TAREFAS QUE LHE CESSEM O PENSAMENTO, NÃO SABER COMO FREAR AS LÁGRIMAS DIANTE DE UMA MÚSICA, NÃO SABER COMO VENCER A DOR DE UM SILÊNCIO QUE NADA PREENCHE.
Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer. É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso... É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer. Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler...
- Miguel Falabella.
sexta-feira, maio 22, 2009
Aaaaah... é bom namorar!!!
Bom namorar quando, sentindo-se amada, fazemos o outro feliz!!!
Voltemos a história de Ana Maria, lembram? Pois é... a doce iemanjá (eu a considero doce) resolveu voltar para seu amor de carnaval... (essa história está começando a parecer com aquela música: “entre tapas e beijos” rsrs...) bem, as idas e vindas e as instabilidades emocionais de seu marinheiro ainda a deixa cansada, mas... a compreendo pois, um dos “nãos” mais complicados em dizer são aqueles ao qual falamos ao nosso desejo, nossa vontade.... e Ana Maria ainda não está preparada para dizer ao marinheiro o seu “não” definitivo e então cede aos encantos do marinheiro emocionalmente instável.
Intriga-me nessa história é que ambos, dotados de sensibilidade e inteligência, não percebem que estragam, com as suas inseguranças, o encanto de namorar.
É... namorar é muito bom!!!
Desde que não façamos menção ao passado;
Desde que compreendamos as necessidades individuais de cada um;
E, muito importante, consigamos fazer-nos presentes até mesmo nas “TPM’s” (pois essa Ana Maria tem, e daí!).
A verdade, na vida real, é que não existem regras para se namorar, acredito que falei bobagem, pois o bom mesmo é viver a cada dia o que é possível; se queres a companhia do teu amor e, este não quer, então busque outra companhia; se queres ficar só e teu amor liga-te de 15-em-15 (minutos é claro!!!), então é só atender de dizer-lhe: “amor, hoje não dá para ficar com você viu? – quero ficar só, ou sinto-me mal, ou vou sair com a vizinha (tomara que essa nunca seja verdade!!! Rsrs...), ou vou sair com amigos (essa os homens NUNCA falam, porque será?) etc... etc... etc... a lista é interminável, porém o mais importante é não mentir e, sempre que possível fazer-se presente na vida do outro de alguma forma.
Eu não conheço muito bem o jovem marinheiro por quem minha amiga apaixonou-se, apenas o sinto emocionalmente instável e por vezes complicado, pois consegue fazer-se distante muitas vezes e alega compromissos familiares sempre aos finais de semana.... Porém não serei eu a julgar as necessidades do “estagiário” a namorado de minha amiga, não é mesmo? Apenas, enquanto amiga, torço pela felicidade desse casal que, conhecendo-se em uma situação inusitada, permanece até hoje (ainda que, entre tapas e beijos), fazendo crescer esse sentimento bom que envolve o namoro.
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