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Um ser em construção

quinta-feira, abril 19, 2007

cópia rsrsr...

ORAÇÃO DO LETRADO

Que o Senhor me conceda:
sensibilidade para poetisar como Bandeira;
lucidez
para romancear como Machado;
inspiração
para contar como Guimarães Rosa;
autenticidade
para prosear como Clarice;
e sabedoriapara entender que entre Graciliano Ramos e Paulo Coelho
Há, no mínimo, a diferençade um Aurélio Buarque inteiro...
Froddo.
O endereço para quem quiser conferir é:http://frodoblog.weblogger.terra.com.br/

Me desculpem, eu não resisti...rsrsrs

segunda-feira, abril 16, 2007

Sim

Sim
Ney Matogrosso
Composição: Cartola

Sim,Deve haver o perdão
Para mim
Senão nem sei qual será
O meu fim

Para ter uma companheira
Até promessas fiz
Consegui um grande amor
Mas eu não fui feliz
E com raiva para os céus
Os braços levantei
Blasfemei
Hoje todos são contra mim

Todos erram neste mundo
Não há exceção
Quando voltam a realidade
Conseguem perdão
Porque é que eu Senhor
Que errei pela vez primeira
Passo tantos dissabores
E luto contra a humanidade inteira

quinta-feira, abril 12, 2007

A prática educacional mediada por tecnologias

Alguns profissionais da área educacional já estão considerando a importância de mediar sua prática com as tecnologias. Porém encontramos ainda profissionais que estão longe de utilizar as novas tecnologias adequadamente. Resistindo ao novo, resistem também ao progresso.
Acredita-se que a sala de aula não é mais a mesma depois da inclusão digital, assim os profissionais que estão distantes de considear as tecnologias em sua prática, a depender da instituição, já podem ser considerados utrapassados, pois muitas possibilidades de interação com a produção e a aquisição de conhecimento são facilitadas pelo uso das tecnologias, por exemplo, criar uma página na Internet de pesquisa e comunicação, divulgar textos e links interessantes. Porém nos deparamos em algumas instituição onde há atividades no laboratório de informática, mas mantém intocados na estrutura de aulas, disciplinas e horários.
A Internet já está começando a modificar o conceito de ensino-aprendizagem. Hoje podemos aprender de vários lugares ao mesmo tempo, juntos ou separados. Não precisamos ir até as escolas o tempo todo para aprender, a rede facilita o acesso ao conhecimento e, em algumas escolas já percebemos a presença das tecnologias intermediando o processo de ensino aprendizagem.
Podemos refletir a esse repeito do ponto de vista da evidência da produção de conhecimento. O que antes era publicado em painéis nos corredores das escolas, ou em jornais de circulação restrita à escola e no máximo aos familiares dos alunos, passaram a ser publicados em blogs, fotologs, Podcasts entre outros ambientes virtuais. Esses podem ser comparados aos antigos murais só que agora com mais evidência. Pessoas de qualquer parte do mundo podem conferir nossa produção.
Hoje possuimos, com a popularização da Internet, excelentes ambientes de produção e divulgação de conhecimentos como os blogs, fotologs, listas de discussões e chats. Assim acredita-se que as escolas conectadas a rede, abrem-se para o mundo, o aluno e o professor ganham uma oportunidade para divulgar suas pesquisas onde podem ser visualizadas e avaliadas por pessoas em diversas partes do mundo.
São evidentes também os pontos negativos. Embora encontremos informações de diversas oredens na Internet, nem sempre são de fontes confiáveis, outro ponto que pode parecer negativo é a quantidade de informação encontrada na rede que pode fazer com que o aluno perca seu foco na pesquisa. Os professores podem ajudar os jovens incentivando-os a encontar as questões mais relevantes que deseja pesqisar.
Sabemos que em nosso país há uma grande desigualdade econômica e, diante desse contexto social, mediar a prática educacional com as tecnologias torna-se um desafio,
a Internet é um meio de comunicação e informação
e pode judar-nos a rever, a ampliar e a modificar
muitas das formas atuais de ensinar e de aprender.
JOSE MANUEL MORAN
Camila Barreto

segunda-feira, abril 09, 2007

Modernidade Líquida

Modernidade Líquida
Zygmunt Bauman Tradução: Plínio DentzienA modernidade imediata é "leve", "líquida", "fluida" e infinitamente mais dinâmica que a modernidade "sólida" que suplantou. A passagem de uma a outra acarretou profundas mudanças em todos os aspectos da vida humana. Zygmunt Bauman cumpre aqui sua missão de sociólogo, esclarecendo como se deu essa transição e nos auxiliando a repensar os conceitos e esquemas cognitivos usados para descrever a experiência individual humana e sua história conjunta. Este Modernidade Líquida complementa e conclui a análise realizada pelo autor em Globalização: as conseqüências humanas e Em Busca da Política. Juntos, esses três volumes formam uma análise brilhante das condições cambiantes da vida social e política.

Zygmunt Bauman: Modernidade Líquida

Minha "pró" mandou escrever sobre Zygmunt Bauman: Modernidade Líquida.
"Navegar é preciso"!
Questões como que nova sociedade é esta? que tipo de discurso crítico é preciso construir? que responsabilidade o discurso do direito à diferença pôde ter no esvaziamento recente da crítica ao capitalismo? são tratados em seu livro Modernidade Líquida
ZYGMUNT BAUMAN, sociólogo polonês, iniciou sua carreira na Universidade de Varsóvia, onde teve artigos e livros censurados e em 1968 foi afastado da universidade. Logo em seguida emigrou da Polônia, reconstruindo sua carreira no Canadá, Estados Unidos e Austrália, até chegar à Grã-Bretanha, onde em 1971 se tornou professor titular da Universidade de Leeds, cargo que ocupou por vinte anos. Responsável por uma prodigiosa produção intelectual, recebeu os prêmios Amalfi (em 1989, por sua obra Modernidade e Holocausto) e Adorno (em 1998, pelo conjunto de sua obra). Atualmente é professor emérito de sociologia das universidades de Leeds e Varsóvia. Tem mais de dez obras publicadas no Brasil por Jorge Zahar Editor, todas elas de grande sucesso, dentre as quais podemos destacar Amor Líquido, Globalização: as conseqüências humanas e Vidas Desperdiçadas.

Nova forma de conceber o conhecimento

A geração digital, como já é chamada por alguns autores como Tapscott, já possuem identidade própria. Sua experiência com as tecnologias está rompendo barreiras do tempo e do espaço tornando a comunicação um processo cada vez mais acelerado. As crianças da geração digital já substituiram, em grande parte as brincadeiras de roda, o jogo de picula, a amarelinha dentre outras brincadeiras pelos jogos eletrônicos. O famoso jogo da memória e o quebra cabeça agora são jogados no computador e sem necessitar interferir na distribuição dos móveis do ambiente.
A comunicação também foi alterada, o que antes era por telefone, hoje é feita por e-mail ou por mensageiros instantâneos e até por comunidades virtuais. Essa nova geração amplicou o modo de comunicação e também sua rede de amigos. Muito facilmente, em comunidades virtuais, salas de bate-papo e mensageiros intantâneos, encontramos jovens conversando com pessoas de outras regiões do país, trocando experiências que muitas vezes acrescentam seus interesses culturais.
Nesse caso podemos perceber facilmente a mudança na forma de construir o conhecimento com a chegada da geração digital. O novo estudante não espera mais o conhecimento em sala de aula, vai buscá-lo na Internet com muito mais interações, cores e movimento. Paulo Freire já dizia que chegará um tempo em que as escolas não terão mais paredes e acredito que esse tempo já chegou imposto pela geração digital.
Segundo Tapscott a Internet possibilita as pessoas assumirem um papel ativo na comunicação. Conectados na rede, pessoas comunicam-se em tempo real procurando informações ou simplesmente navegando em "mares" desconhecidos a procura de lazer. Temos a tendência de nos tornarmos defensivos diante de situações desconhecidas, o que não ocorre com a geração digital, pois as tecnologias já fazem parte de suas vidas. É importante verificarmos o distanciamento de conhecimento das tecnologias entre adultos e crianças para que as novas gerações tenham mais liberdade de uso.
Além grandes possibilidades de informações e uma teia de conhecimentos as formas de comunicação no ciberespaço agregou também uma linguagem própria, facilmente compreendida pela geração digital. Essa linguagem está carregada de símbolos, cores, movimento, gírias e cultura própria.
A cultura do ciberespaço obedece códigos e regras. Os frequentadores de salas de bate-papo, por exemplo possuem o direito, ainda que subliminar, de ficar calado, de responder a quais e quantas perguntas considere necessário; pode assumir apelidos diferentes em diferentes momentos, assim como assumir personalidades que considerarem conveniente. Acredita-se que assumindo tais elementos psicológicos o indivíduo se aproxima mais do seu Eu verdadeiro.
Percebemos que muitas informações que são transmitidas em conversas informais nas salas de bate-papo podem ter conceitos incorretos. Sendo o usuário criança, é importante a orientação de um adulto para validar o conhecimento adquirido. Neste caso a confiança torna-se um essencial nesse processo que aquisição de conhecimento.
Tapscott aborda em seu livro que é impossível saber até que ponto as experiências nas salas de bate-papo podem afetar o desenvolvimento da geração digital. O que foi constatado é que essa geração apresentam-se tolerante em algumas áreas como por exemplo, questões raciais e defeitos físicos. Mesmo porque na Internet o que é considerado mais importante é o conteúdo da conversa e não a aparência do seu interlocutor.
Diante do que foi exposto, fica difícil compreender o processo de aprendizagem longe das tecnologias de comunicação pois esta já faz parte da vida da geração digital.
Camila Barreto

sábado, abril 07, 2007

Navegar é preciso

Navegar é preciso

Navegamos entre mares desconhecidos e, quando esses passam a ser conhecidos queremos desbravar outros mares. Assim é o ser humano sempre insatisfeito onde as conquistas, de qualquer espécie, são cada vez mais necessárias e, quanto mais trabalhosas, mais prazerosa.
Recaímos em um pensamento moderno, estressante, de estarmos a todo o momento obrigados a produzir, a trabalhar, a conquistar. E seguimos viagem, navegando outros mares incansavelmente sem ao mesmo pararmos para desfrutar das conquistas e logo somos chamados para navegar em outros mares.
Ufa! De pensar fico tonta. Não acompanhei o progresso do pensamento científico, não me cobro a desbravar mares a todo o momento. Apenas pego minha balsa, não muito cheia de aparatos modernos apenas equipada com o que considero necessário, e saio ao mar quando assim me sinto impelida a faze-lo. Navegar para mim é preciso não quando outros me dizem que é preciso e sim, quando sinto que é preciso.
E agora é preciso navegar!